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Feiticeira das Palavras

Preparação do feitiço: Pega-se num sujeito interessante, junta-se uma pitada de verbos, mexe-se bem o predicado, acrescenta-se uns adjectivos e, abracadabra, temos a magia das palavras, a alquimia dos textos.

Feiticeira das Palavras

Preparação do feitiço: Pega-se num sujeito interessante, junta-se uma pitada de verbos, mexe-se bem o predicado, acrescenta-se uns adjectivos e, abracadabra, temos a magia das palavras, a alquimia dos textos.

27.05.21

Não me sobram sonhos...

V.

Não me sobram sonhos, apenas pedidos. Que o sofrimento não seja mais do que eu consiga suportar, que a saúde não me falte para criar a minha cria, que eu a acompanhe durante muitos e longos anos e que quando eu partir deste mundo ela continue a crescer e a ser forte, saudável e feliz. São pedidos, preces ou orações, mas não são sonhos. Esses morreram, partiram para não mais voltar sendo substituídos pela flagrante realidade que as agruras da vida trouxeram.

Sou uma alma sonhadora, como me chamaram um dia... mas como vive uma alma sonhadora a quem não sobram sonhos? Como se continua a caminhada da vida sem o amparo e a companhia da esperança? Como se muda a natureza de um coração? Preciso que este fique empedernido para não mais sentir, porque com o sentimento, inevitavelmente, tem vindo o sofrimento.

Sinto apenas a ausência, o vazio. Onde sobejavam desejos, segredos e quimeras, reside apenas o silêncio. Um silêncio ensurdecedor que preenche a minha mente e apaga as palavras. Não nasce mais em mim o doce fruto dos vocábulos. Numa antítese que só aos humanos pertence, faltam-me as palavras quando mais preciso falar. Quedo-me muda e fecho-me ao mundo porque só o amor me fazia bulir. Foram-se os sonhos, foram-se com o meu amor...

22.02.21

Estranha forma de vida

V.

Estranha forma de vida esta. Sabemos quem somos porque nos fomos conhecendo bem ao longo dos anos... intrinsecamente, intimamente, sem segredos ou falsidades. Há momentos de afastamento, outros de aproximação. Às vezes rimos, outras chorámos, mas não há barreiras, nem limites.

Ainda assim há tanto para conhecer, tanto para descobrir, todo um "mundo" escondido e fechado por trás de "portas". Tanto vazio e tanto silêncio por preencher que, às vezes, é desconfortável e recheamos o ar de ruído só para "fazer companhia".

Sim, é isso mesmo, quando achamos que nos conhecemos completamente, eis que nos apercebemos que já mudámos e temos que recomeçar o caminho do auto-conhecimento novamente.

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