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Feiticeira das Palavras

Preparação do feitiço: Pega-se num sujeito interessante, junta-se uma pitada de verbos, mexe-se bem o predicado, acrescenta-se uns adjectivos e, abracadabra, temos a magia das palavras, a alquimia dos textos.

Feiticeira das Palavras

Preparação do feitiço: Pega-se num sujeito interessante, junta-se uma pitada de verbos, mexe-se bem o predicado, acrescenta-se uns adjectivos e, abracadabra, temos a magia das palavras, a alquimia dos textos.

18.01.21

Esperança II

V.

É inevitável este sentimento de estarmos presos sem termos cometido um crime. Andamos cansados, a vida resume-se às obrigações quotidianas, trabalho em casa e para a casa e regras que temos que cumprir para viver ou sobreviver estes tempos tão confusos. São tempos extraordinários, mas que, de tão prolongados no tempo, se tornaram apenas ordinários.

O ser humano é um ser social, vive em comunidade e precisa de alimentar a alma. Para uns é a ida ao teatro, ao ballet, a um concerto, para outros a visita a um museu, o cinema, uma viagem. Pode ser os copos com os amigos, dançar, gargalhadas, pode ser tudo isto ou algo completamente diferente, cada um tem o seu reportório de cor na vida. O que não fomos feitos para viver, é o isolamento, a permanência de dias que se repetem iguais uns aos outros sem o colorido das atividades que nos fazem sorrir, sonhar, criar expectativas.

Somos prisioneiros sem pecado e sem perdão, somos chamados para esta guerra de inimigos invisíveis e a nossa arma é não fazer nada, ficar em casa, usar máscaras e lavar as mãos. Para não morrermos e não matarmos o próximo, temos que nos isolar. Não somos a frente de batalha, essa desenrola-se no hospital com soldados à beira da rutura, da exaustão, agarrados aos últimos vestígios da sua sanidade mental, com a esperança que uma "bomba atómica" chamada vacina aniquile este invasor. Nós somos a retaguarda unida na proteção dos velhos, dos doentes e fragilizados, na nossa proteção e para não tornar mais difícil a vida dos nossos soldados.

Há dias em que não parece haver solução para esta tristeza que nos assola. Todos temos os nossos momentos de fraqueza, de desespero, de impaciência. Pusemos um "pause" na vida, nos sonhos, aspirações e projetos e queremos tanto, mas tanto, carregar no "play" novamente. Temos que tentar encontrar beleza na vida como ela se apresenta agora. Podemos redescobrir as capacidades do nosso corpo fazendo desporto, escrever é a catarse de alguns, jardinar para ver a vida desabrochar talvez, ler para viajar por outros países ou mundos, tocar um instrumento ou cantar para "espantar o mal"... todos temos que encontrar um qualquer escape à realidade mais cinzenta que temos.

Acima de tudo, temos que escolher ter Esperança. Escolham a Esperança, porque a alternativa não vos trará nenhuma felicidade. Podem chamar-me louca, ingénua, os mais contidos chamar-me-ão otimista. Chamem-me o que quiserem, eu vou sempre escolher a Esperança, vou aguardar pacientemente pelo dia em que poderei carregar no "play" novamente, receber a minha liberdade condicional e abraçar as pessoas que gosto. Vou sempre acreditar que esta terceira guerra mundial tem fim à vista e que a Humanidade reinará novamente livre da escravatura do vírus e que os nossos soldados poderão pousar as suas armas ou ventiladores e descansar. Sim, no que toca à Humanidade, serei sempre uma otimista, escolherei sempre acreditar, porque afinal, o "sonho comanda a vida", mas é a Esperança que a sustém.

05.01.21

Escreve

V.

Escreve... escreve, sem objetivo, sem audiência, sem julgamento. Escreve, única e simplesmente para ti. Para deixar fluir as palavras, os sentimentos, sejam eles quais forem. Não deixes secar em ti esta vontade de te exprimir com a caneta.

Nem importa se está bem escrito, bonito ou se alguém vai ler ou concorda. É a tua verdade, a tua alma escorrida sobre um papel, são as tuas palavras, a tua voz. Voz esta que pode ficar embargada quando tentas falar em voz alta, mas que no papel corre, flui e ganha vida, sem obstáculos, sem oposição, sem medos.

Escreve. É só isso. Escreve, um dia após o outro, deixa o teu registo, a tua marca, a tua história, contada ao teu jeito, a tua versão. E ainda que só tu a leias, terás o melhor leitor de sempre... tu próprio.

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